Welcome to my art world

Art is living intensively all the details around us.
Macro world and Micro world make our scenario of painting.

MY PAINTINGS

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DIFRACTAL ART

BUTTERFLY

BUTTERFLY
Butterfly and drops of Dew (3rd. Dimension)

INSECTS ARE MPORTANT

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sábado, 5 de junho de 2010

HERANÇA: EDUCAÇÃO

Tivemos uma reunião com o Vice- Governador Pezão. Após minha filha e eu  falarmos sobre os assuntos em pauta, agradeci-lhe sobre a maneira amável como fomos recebidas no seu gabinete. Prontamente, ele nos disse que a minha família havia feito muito pela sua cidade, Piraí. O que mais me emocionou foi quando ele citou a minha mãe, cujo nome Margarida Fialho Thompson está na entrada de um CIEP à beira da rodovia entre as cidades de Piraí e Barra do Piraí. Falamos sobre o seu destaque como educadora em todo o Sul do Estado do Rio, escritora, profissional, seu senso de justiça, etc. Minha mãe deixou muitos legados, sobretudo ao que se referia à educação. A criança era o seu foco. 
Falar sobre meu pai e minha mãe torna-se banal para quem lê, mas significativo para quem os conheceu.
Meu pai tinha raízes inglesas e sua fleuma contrastava, às vezes, com a maneira de ser de pessoas características de um país tropical. De vez em quando o via resmungando porque levava a sério o respeito pelo próximo, seguindo à risca  que "gentileza gera gentileza" como escreveu o poeta nas ruas da nossa cidade. Jamais me recordo de ter visto o meu pai discutindo grosseiramente com alguém e o que mais me marcou era o tom sempre baixo de sua voz. Por ter razão não lhe dava o direito de alterar a sua educação, dizia-nos sempre. Estabeleceu esse lema como um exercício diário que muito nos influenciou.
Minha mãe também trabalhava fora e os poucos minutos que lhe sobravam para nos dar atenção, contáva-nos estórias e as fábulas eram suas referências para o caminho certo. Nos parcos segundos que permeavam entre o sono e o adormecer sua voz se fixou em minha mente até hoje. Enfim, foi num ambiente desses que fomos criados, meus três irmãos e eu. E estamos nós aqui na obrigação de dar continuidade a esse legado que nossos pais nos deixaram.
Minutos após a nossa reunião, telefonei para um outro amigo nosso em comum, político dos honestos, ex-Deputado Federal e ex-suplente de Senador, Dr. Nilo Campos, também rememorou trajetórias inesquecíveis sobre a contribuição de meus pais para uma geração que se esmerava na educação como patrimônio.

Com a velocidade das informações não há tempo hábil para se adquirir referências relevantes que contribuam para uma formação mais aprimorada. O senso moral de uma sociedade distópica se sedimenta em valores em que a qualidade de vida se baseia no adquirir produtos de "última geração". O caráter passa a ser consequência de um comportamento que se robotiza e exacerba o ego transformando-o em poder. A competição torna-se cada vez mais acirrada, os elos sociais de ligação passam a ser através dos sites de relacionamento e emails, a solidão se dissipa através da comunicação via internet.

Sou fã incondicional da TI, sinto-me priviliegiada por estar fazendo parte dessa transformação tecnológica. Mas, pais e educadores devem estar atentos para que esses indivíduos não se subjulguem às suas sombras diante de uma tela virtual.
Há muito mais a explorar no ser humano do que materializar seus sentimentos ao adicionar carinhas redondas de expressão.

quinta-feira, 12 de março de 2009

" O FIO DO BIGODE "

"De tanto ver triunfar as nulidades, de tanto ver prosperar a desonra, de tanto ver crescer a injustiça, de tanto ver agigantar-se os poderes nas mãos dos maus, o homem chega a desanimar da virtude, a rir-se da honra, a ter vergonha de ser honesto..." - RUI BARBOSA

segunda-feira, 12 de maio de 2008

O mito da caverna

Imaginemos uma caverna subterrânea onde, desde a infância, geração após geração de seres humanos estão aprisionados. Suas pernas e seus pescoços estão algemados de tal modo que são forçados a seguir sempre na mesma direção e a olhar apenas para a frente, não podendo girar a cabeça.  Homens passam, vagarosamente, transportando estatuetas de todo tipo, com figuras de seres humanos, animais e outros objetos. Uma pequena luz de fogueira projeta sombras na parede no fundo da caverna, mas sem poderem ver as próprias estatuetas, nem os homens que as transportam.Como jamais viram outra coisa, os prisioneiros imaginavam que as sombras vistas são imagens reais. Ou seja, não podem saber que são sombras, nem podem saber que são imagens e nem sabem sobre a existência de outros seres humanos fora da caverna.Que aconteceria, indaga Platão, se alguém libertasse os prisioneiros? Que faria um prisioneiro libertado? Em primeiro lugar, olharia toda a caverna, veria os outros seres humanos, a mureta, as estatuetas e a fogueira. Embora dolorido pelos anos de imobilidade, começaria a caminhar, dirigindo-se à entrada da caverna e, deparando com o caminho ascendente, nele adentraria. Num primeiro momento ficaria completamente cego, pois a fogueira na verdade é a luz do sol e ele ficaria inteiramente ofuscado por ela. Depois, acostumando-se com a claridade, veria os homens que transportam as estatuetas e, prosseguindo no caminho, enxergaria as próprias coisas, descobrindo que, durante toda a sua vida, não vira senão sombra de imagens (as sombras das estatuetas projetadas no fundo da caverna) e que somente agora está contemplando a própria realidade.Libertado e conhecedor do mundo, o prisioneiro regressaria à caverna, ficaria desnorteado pela escuridão, contaria aos outros o que viu e tentaria libertá-los.Que lhe aconteceria nesse retorno? Os demais prisioneiros zombariam dele, não acreditariam em suas palavras e, se não conseguissem silenciá-lo com suas caçoadas, tentariam fazê-lo espancando-o e, se mesmo assim, ele teimasse em afirmar o que viu e os convidasse a sair da caverna, certamente acabariam por matá-lo. Mas, quem sabe alguns poderiam ouvi-lo e, contra a vontade dos demais, também decidissem sair da caverna rumo à realidade.O que é a caverna? O mundo em que vivemos. Que são as sombras das estatuetas? As coisas materiais e sensoriais que percebemos. Quem é o prisioneiro que se liberta e sai da caverna? O filósofo. O que é a luz exterior do sol? A luz da verdade. O que é o mundo exterior? O mundo das idéias verdadeiras ou da verdadeira realidade. Qual o instrumento que liberta o filósofo e com o qual ele deseja libertar os outros prisioneiros? A dialética. O que é a visão do mundo real iluminado? A Filosofia. Por que os prisioneiros zombam, espancam e matam o filósofo (Platão está se referindo à condenação de Sócrates à morte pela assembléia ateniense)? Porque imaginam que o mundo sensível é o mundo real e o único verdadeiro.

quarta-feira, 7 de maio de 2008

LUGAR SURREAL


Não gosto muito desses títulos porque recaem na banalidade, mas como expressar alguma coisa entre o real e o imaginário sem se falar do surrealismo que existe em nossos sonhos e em nossos momentos do dia a dia? Pois é.

O lugar a que me refiro é o meu sítio em Itaipava. Um dos últimos resquícios de terra que podemos caracterizar como essencialmente rural lá por aquelas redondezas. Ali eu já criei cavalos, vacas, bezerros e até me permiti fazer uns queijinhos e pastinhas organicamente corretas para uso pessoal.
Recarrego as energias com os sons da mata que estão ao meu redor. O som do entardecer é algo tão sublime que me concentro para ouvir o tom de lamento de certos animais. Só ouvi algo assim enquanto descia o Rio Negro na amazônia. Tento descobrir qual é o bicho que emite esse som, mas fica difícil, pois faz parte da magia daquele lugar...
A vida plena que existe nesse lugar me supre de energia e revigora o meu espírito.